INSTITUTO
TOMIE OHTAKE

ARQUITETURA DO SOM
MARCENARIA + MÚSICA
em uma de suas edições, o projeto Arquitetura do SOM foi realizado em parceria com o Instituto Tomie Ohtake com o objetivo de oferecer aos alunos um curso que ensinasse técnicas de marcenaria misturadas ao ensino da música, da acústica e da construção de instrumentos musicais.
dentro do programa Marcenaria para Jovens do instituto, o projeto desenvolvido pelo LESSS buscou questionar junto aos alunos processos e experiências pertinentes à área do design industrial e da arquitetura para além do eixo ótico natural de ambos os universos.

o eixo filosófico da proposta era relacionar fatores do universo do design, como: serialização, padrões, materiais, texturas, proporções, etc, com a área da música e tirar proveito dessa transmutação de características matéricas em elementos etéreos, sonoros, para diagramar um novo léxico e adicionar novos itens ao repertório projetual. estabelecendo, assim, relações entre composição, comportamento coletivo, ambiente e análise da atmosfera criativa resultante.

os alunos vivenciaram dois modos de fabricação e usabilidade. nna primeira etapa, o mesmo instrumento musical (kalimba) foi fabricado pelo coletivo e de maneira serializada, originando vários instrumentos iguais e que seriam tocados individualmente em coletivo.


na segunda etapa, um único instrumento de escala arquitetônica foi fabricado e montado em coletivo, para ser tocado e habitado por todos ao final do trabalho, possibilitando a análise da acústica interna da estrutura e a propagação sonora no ambiente ao redor.


as experiências de fabricação e de manuseio de ambas as peças possibilitaram a análise das consequências e resultados experimentados durante todo o processo por parte dos participantes.
na primeira etapa todos os participantes estavam ligados à suas peças individuais e prestando atenção à sua interferência na composição coletiva.


na segunda etapa os alunos já estavam entrosados tanto entre eles como entre suas dinâmicas de fabricação e interação com as máquinas, o que possibilitou maior coordenação no desenvolvimento da estrutura. o entrosamento construído no exercício da etapa inicial também foi de extrema importância para a coordenação da composição coletiva construída na câmara sensorial.



